10.12.2019 - 03:17

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João Azevêdo lança mapas do Projeto Zoneamento do Potencial Pedoclimático para culturas agrícolas

O projeto visa ampliar o conhecimento de solos e clima, o que pode gerar vantagens competitivas na definição de programas e implantação de projetos, otimizando a aplicação de recursos financeiros e o uso dos recursos ambientais.



O governador João Azevêdo realizou, nesta segunda-feira (9), no Palácio da Redenção, em João Pessoa, o lançamento da primeira parte dos mapas do Projeto Zoneamento do Potencial Pedoclimático para culturas agrícolas na área de influência do Canal das Vertentes Litorâneas da Paraíba – ZON-PB, uma parceria do Governo do Estado com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O projeto visa ampliar o conhecimento de solos e clima, o que pode gerar vantagens competitivas na definição de programas e implantação de projetos, otimizando a aplicação de recursos financeiros e o uso dos recursos ambientais.
                          
A área da pesquisa possui 5.138 km² e abrange 33 municípios localizados na Zona da Mata e Agreste paraibanos, que estão sob influência do Canal das Vertentes Litorâneas da Paraíba, conhecido como Canal Acauã-Araçagi, obra complementar do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).
 
O estudo contemplou quatro culturas agrícolas importantes para o estado: milho, sorgo, cana-de-açúcar e abacaxi, buscando o uso racional dos recursos naturais, e o desenvolvimento agropecuário da região com critérios de sustentabilidade e o subsídio a políticas públicas voltadas para o incentivo à produção agropecuária estadual.
 
Na ocasião, o chefe do Executivo estadual afirmou que os dados irão orientar os agricultores da região acerca das melhores práticas para o plantio. “Isso permitirá uma melhor rentabilidade a partir do conhecimento que um estudo como esse oferece. Inicialmente, o estudo foi realizado na área do canal Acauã-Araçagi, nós vamos implantar a segunda etapa porque a nossa intenção é de estendê-lo para grandes bacias, como a do Paraíba e do Piancó, para que o agricultor tenha acesso às informações corretas”, explicou.
 
Na oportunidade, João Azevêdo também pontuou as ações desenvolvidas pelo governo para fortalecer a atividade agrícola. “A Paraíba tem feito investimentos importantes na base da economia, como o projeto Paraíba Rural Sustentável, com investimentos de R$ 300 milhões na agricultura familiar, que tem garantido ao estado a segunda colocação na produção de abacaxi, por exemplo”, acrescentou.
 
O secretário do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Efraim Morais, afirmou que a entrega do zoneamento da Paraíba é estratégica para a agricultura do estado. “Nós temos nas mãos todas as áreas dos 33 municípios que serão beneficiados com informações sobre o melhor local para plantar milho, cana, feijão, inhame ou macaxeira, facilitando a vida dos agricultores”, comentou.
 
A chefe geral do Centro Nacional de Pesquisa de Solo da Embrapa, Petula Ponciano, evidenciou que o projeto assegura ao estado uma agricultura mais eficaz e sustentável. “A Paraíba passa a ter dados mais detalhados de solo e precisão para manejos integrados de produção agrícola. O governo sai na frente, se destaca pelo pioneirismo e agradecemos por essa parceria”, declarou.
 
A deputada estadual Pollyana Dutra parabenizou o Governo da Paraíba por desenvolver os potenciais econômicos de cada região do estado. “A gestão tem valorizado as vocações dos municípios, gerando desenvolvimento e oportunidades, tornando o nosso semiárido competitivo ao oferecer igualdade de tratamento, fazendo com que esse seja um momento de discutir progresso e participação social”, disse.
 
A solenidade também foi prestigiada pelos deputados estaduais Dr. Érico e  Lindolfo Pires, além de auxiliares da gestão estadual.
 
ZON-PB – O projeto permite a elaboração de mapas de aptidão climática; de potencial pedológico nos manejos com média e alta tecnologias; de potencial pedoclimático para as culturas de milho, sorgo, cana-de-açúcar e abacaxi; além da elaboração de mapas de potencial de terras para irrigação e de uso e cobertura atual das terras.

O zoneamento também contribuirá para a organização espacial das atividades agropecuárias e florestais e subsidiará políticas de uso, manejo, conservação e recuperação dos sistemas naturais.


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