12.03.2020 - 09:06

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PGR pede retorno à prisão de Coriolano, Waldson, Gilberto e mais cinco por representarem risco às investigações

O esquema, chefiado pelo ex Ricardo Coutinho, segundo o Gaeco, é acusado de, numa primeira estimativa, desviar R$ 134,2 milhões em propinas.



Na esteira da Operação Calvário 8, o Ministério Público Federal protocolou recurso das recentes decisões da ministra Laurita Vaz (Superior Tribunal de Justiça), que promoveu a soltura de oito integrantes da organização criminosa desbaratada pela Calvário. O esquema, chefiado pelo ex Ricardo Coutinho, segundo o Gaeco, é acusado de, numa primeira estimativa, desviar R$ 134,2 milhões em propinas.

O documento é assinado pelo subprocurador da República Mário Bonsaglia e pede a volta à prisão de Coriolano (irmão de Ricardo) Coutinho, Breno Dornelles Pahim Neto, Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas, Denise Krummenauer Pahim, Gilberto Carneiro da Gama, José Arthur Viana Teixeira, Valdemar Ábila e Waldson Dias de Souza.

Todos foram soltos, após decisão da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que manteve liminar do ministro Napoleão Nunes Maia (STJ) favorável à soltura de Ricardo Coutinho, e foi estendida aos demais integrantes do esquema. A ministra Laurita, ao atender o pedido de soltura, decretou várias medidas cautelares e passaram a usar tornozeleiras, após determinação do desembargador Ricardo Vital.

Segundo Bonsaglia, “os valores desviados ainda não foram recuperados e que é possível que os envolvidos ainda estejam usufruindo do dinheiro sujo”, e ainda: “Elementos de prova apontam para a existência de indícios de persistência de atos de desdobramento da cadeia criminosa, inclusive com adoção de cautelas para encobrimento de rastros e, ainda, de existência de numerário pendente de rastreamento.”

Influência – Segundo o procurador, “cumpre salientar que, conforme se depreende dos autos, a estrutura da organização criminosa, desenvolvida durante as duas gestões de Ricardo Coutinho (quadriênios de 2011-2014 e 2015-2018), teria subsistido no quadriênio ora em curso, dada a influência do ex- governador”. E pontua: “Cláudia Veras foi mantida no cargo, por João Azevedo, em razão de imposição de Ricardo Coutinho, até o final de abril/2019, para permitir a atuação da empresa criminosa”.

Risco – O procurador cita ainda o grau de periculosidade dos envolvidos no esquema criminoso, com capacidade para, não apenas intimidar e ameaçar agentes públicos, possuem um “sofisticado esquema criminoso”.


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